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...o Secretário de Estado do Desenvolvimento Económico, Dr. Manuel Lencastre, visitou o INEGI em 2005.
spinoffs
INEGI na génese de novas empresas

ALTO PERFIS PULTRUDIDOS, LDA.

UMA EMPRESA QUE NASCEU NO INEGI

O INEGI, na sequência de uma candidatura à medida f), Formação Profissional de Investigadores para inserção nas empresas e instituições científicas e tecnológicas ligadas ao desenvolvimento industrial, contratou, entre 1992 e 1996, dezenas de licenciados, alguns dos quais ainda são, hoje, Quadros do Instituto. Esta Medida permitiu que diversos Licenciados passassem pelo INEGI, adquirindo experiência numa atmosfera de inovação e investigação e desenvolvimento que lhes permitiu, posteriormente, passar para ambientes industriais num interessante processo de transferência de tecnologia.

No âmbito deste Programa o INEGI contratou, em 1992, os recém-licenciados em Engenharia Mecânica, Mário Alvim de Castro e Tomé Santos. O seu programa de trabalhos foi o de aprenderem o processo tecnológico designado por “pultrusão” – o nome atribuído ao processo automático para a produção, em contínuo, de produtos de secção constante utilizando plásticos reforçados com fibras, também designados por materiais compósitos de matriz polimérica. O que passava, também, por pôr a funcionar um equipamento recém-adquirido pelo instituto – uma “máquina de pultrusão”.

Foi isso que fizeram até 1995, sendo que, terminada a Bolsa e face aos conhecimentos entretanto adquiridos, lançaram um desafio ao INEGI: criarem uma empresa que, explorando esse equipamento, produzisse, para o mercado, perfis de pultrusão.

E assim surgiu, em 1996, a ALTO (de ALvim e TOmé) – Perfis Pultrudidos, Lda. Recordando esses tempos, Mário Alvim refere que “esta proposta foi acarinhada pelo INEGI e, em particular, pelos Professores António Torres Marques e António Ferreira, que tinham orientado as nossas Bolsas.

E o apoio que nos deram, cedendo-nos equipamentos, energia e instalações a troco de um fee sobre a nossa faturação, foi condição fundamental para nos permitir afirmar numa área em que foi necessário “criar” mercado”. A empresa foi fazendo o seu caminho, autonomizando, primeiramente, o seu escritório e adquirindo, posteriormente, uma máquina de pultrusão própria, sendo que, a partir de 2003, cortaram o “cordão umbilical” que os ligava ao INEGI.

Hoje a ALTO é uma empresa com instalações na zona industrial da Maia, que tem 28 funcionários, um volume de faturação na ordem dos 1,2 milhões de euros anuais e que exporta para diversos países.

Para além de perfis de pultrusão, a ALTO domina outras tecnologias e processos, designadamente o VARTM (Vaccum Assisted Resin Transfer Moulding), a moldação e a infusão, orgulhando-se de ter produtos seus, entre outros, na Ponte da Arrábida, em diversas ETAR’s, nas carruagens do Metro do Porto, em viaturas elétricas urbanas (Hiriko) em equipamento urbano de deposição de resíduos (Vilamoura). Mais recentemente, destaca-se a produção de painéis e perfis para a construção de uma casa modular (Clickhouse) e a produção de um perfil de secção grande (um dos maiores fabricados na Europa até ao momento) para uma ponte pedonal inovadora (Ponte de São Silvestre em Ovar).

OPT

«O NOSSO PARCEIRO NATURAL QUANDO ESTAMOS A TENTAR RESOLVER PROBLEMAS CIENTÍFICOS É O INEGI»

A relação é umbilical e parece estar para durar. Já diz o ditado “em equipa que ganha não se mexe” e ambas as partes decidiram não mexer. Nesta edição do INEGI Notícias damos a conhecer a OPT - Optimização e Planeamento de Transportes, S.A. - uma empresa com 24 anos de existência, pioneira em Portugal no desenvolvimento de projetos de I&D em planeamento operacional de transportes coletivos, que é uma spin-off do INEGI.

Corria o final da década de 80 e no Instituto de Ciência Aplicada e Tecnologia, associado à Faculdade de Ciências de Lisboa (ICAT/FCUL), e no INEGI, associado à Faculdade de Engenharia do Porto, havia um conjunto de investigadores debruçados sobre o estudo de uma problemática: como otimizar o planeamento operacional das empresas de transportes que lhes estavam mais próximas, a Carris e a STCP, respetivamente. Isto é, a título de exemplo, como minimizar o número de viaturas ou o número de condutores necessário para cumprir uma oferta.

Vai daí, decidiram unir forças para encontrar soluções. Juntaram a Carris, a STCP, a Horários do Funchal, a empresa que deu origem ao Grupo Barraqueiro e a Vimeca e partiram para um concurso para obterem um financiamento. Conseguiram. A partir daí, do consórcio nasceu o projeto, do projeto despontou o sistema GIST – Gestão Integrada de Sistemas de Transportes – e estava feita a antevisão para o pontapé de saída que daria origem à OPT.

Embora a sua identificação marque 1992 como ano de nascimento, é cinco anos depois, em 1997 que se inicia a sua atividade empresarial com o lançamento do sistema GIST, atualmente na sua terceira versão e em permanente utilização em algumas das maiores empresas de transporte nacionais, como a Carris, a STCP e os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra, entre outras.

“A partir de 1997, quando começamos a abordar a fase do escalonamento operacional, começamos também a enveredar por outras áreas - já na década de 2000 - como a produção de informação para o público que nestas últimas décadas tem mudado completamente aqui no Porto e em Lisboa”, refere Fernando Vieira, Diretor Geral da OPT. E é nesta área da produção de informação para o público, juntamente com a produção automática da informação que querem apostar mais atualmente, em particular no mercado internacional.

Com um posicionamento focado nas áreas do planeamento - cerca de 60% da atividade, da informação ao público - 20% - e da consultoria - restantes 20%, Fernando Vieira assume que hoje em dia o maior desafio comercial é “provar aos clientes que estes sistemas se traduzem em benefícios económicos reais”.

Para o Diretor Geral da OPT, a ligação da empresa à lógica de investigação nem sempre é boa do ponto de vista do negócio porque estão sempre “mais direcionados para resolver novos desafios do que propriamente para rentabilizar aqueles que já foram resolvidos”. Todavia, é com novos desafios que a relação com o INEGI se constrói e consolida. “O nosso parceiro natural quando estamos a tentar resolver problemas científicos é o INEGI. Temos pessoas que faziam parte da equipa que ainda lá estão e a relação sempre funcionou bem. Se nós hoje estamos cá é porque estas coisas são possíveis”, salienta.

A OPT é hoje uma empresa com 10 funcionários e um volume de negócios que tem vindo a oscilar entre os 700/ 800 mil euros anuais. Da sua lista de projetos mais emblemáticos constam o SMS Bus – sistema de informação à paragem em tempo real via SMS – ou o MOVE-ME – sistema que disponibiliza ao utilizador final um conjunto detalhado de informações proveniente de diferentes operadores de transporte público, permitindo planear rotas intermodais em tempo real. Para o futuro, garantem que a aposta chave passa por ter a capacidade de apresentar uma “oferta diferenciadora”, numa lógica de “soluções integradas” não só mantendo o foco no campo da informação ao público, mas também “na ligação com o cliente do nosso cliente, na ligação com o passageiro”.

PREWIND

«NÓS COMEÇAMOS COM UM SERVIÇO DE PREVISÃO DA PRODUÇÃO DE PARQUES EÓLICOS PARA 3 DIAS E HOJE JÁ FAZEMOS PARA 7 E 15 DIAS»

“Não podemos dizer ao vento para soprar mais depressa ou dizer ao sol para brilhar mais. Há oscilações naturais e, como tal, é fundamental que que existam previsões”, começa por explicar João Sousa, administrador da Prewind, para enquadrar a pertinência do surgimento desta spin-off INEGI, dedicada à prestação de serviços de previsão para o setor da energia, particularmente, das energias renováveis.

Com data de constituição em 2010, a Prewind via o seu destino a ser traçado já desde 2004, altura em que surgiu o projeto de investigação que lhe viria a dar origem. Um consórcio de empresas promotoras de parques eólicos em Portugal desafiou a academia – nomeadamente o INEGI, o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) – a desenvolverem modelos de previsão da produção de eletricidade de base eólica. Ora o sucesso foi tal que o consórcio voltou a lançar um repto: constituir uma empresa para a prestação de um serviço de previsão diário, com base nos resultados obtidos e noutros que se pudessem vir a ser alcançados. E é assim que nasce esta spin-off que, desde a sua constituição, tem vindo a prestar serviços para os mercados nacional e internacional.

“Nós começamos com um serviço de previsão da produção de parques eólicos para 3 dias e hoje já fazemos para 7 e 15 dias”, refere João Sousa acrescentando que, para o futuro, pretendem “alargar o leque de oferta em Portugal, acompanhando a evolução do setor fotovoltaico e solar e aproveitando a competitividade do mercado para atuar na área dos preços da eletricidade”, bem como “consolidar a internacionalização”. Este ano, a Prewind criou uma sucursal no Brasil para fortalecer o seu posicionamento no mercado sul-americano e já fornece previsões para 5% dos parques eólicos instalados no país.

Defendendo que o seu elemento distintivo é a prestação de um “serviço de qualidade com elevados índices de fiabilidade”, o administrador da spin-off acredita que estar no INEGI, e, consequentemente, perto da academia, é uma vantagem, uma vez que o plano de trabalhos da Prewind prevê “uma aposta continua em I&D”, capaz de “reduzir o erro de previsão” e de “acompanhar, continuamente, a vanguarda da tecnologia”.

Em Portugal, a Prewind fornece atualmente, numa base diária, previsões da produção de eletricidade para mais de 60% da capacidade instalada eólica nacional (considerando apenas o serviço de previsão fornecido por parque eólico), bem como previsões das condições meteorológicas para apoiar a gestão e o planeamento das ações de manutenção.

Com um volume de negócios que oscila entre os 200 e os 250 000 euros por ano e dois a três funcionários com quem colabora diretamente, esta spin-off do INEGI tem vindo a trabalhar com os grandes players do setor da energia – REN, EDP, GENERG, EDF (França), Queiroz Galvão (Brasil), etc. – conseguindo mantê-los como clientes não só em Portugal, mas também no estrangeiro.



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